Sempre tive medo de recomeçar e seguir em frente. Medo, não me perguntem de quê. Provavelmente, do julgamento, dos possíveis erros ou da longa e árdua caminhada. Sim, quem diria, estou expondo uma grande fraqueza, a qual nego na maioria das vezes e luto contra. Mas faço isso por crer que já superei.
É mais fácil falar dos problemas que tivemos, está lá, no passado, não tem poder... Ou tem. Se você for como eu, uma pessoa nostálgica que se apega aos detalhes, pois bem, é uma situação complicada. Muitas vezes permito que as mágoas e dores do passado afetem quem sou hoje. Sei que me tornaram alguém melhor, mas não há necessidade de carregá-las na bolsa, uma hora pode ficar sem espaço.
Demorou algum tempo para que eu conseguisse lidar com isso. Não mudamos de um dia pro outro. A vida sim, a gente não. Mas afirmo: a subida, mesmo perigosa, é linda. E enquanto você sobe, você muda, e enquanto você muda, o mundo muda. Rápido, sem tempo pra pensar.
Ainda não sei como é estar no topo e até o temo. Creio que não é lá que encontrarei a felicidade. Ela está onde está, não precisa ser encontrada, apenas abraçada. Todos passamos por dificuldades e sentimos dor. Alguns mais do que outros. Mas após viver no buraco negro, posso lhes afirmar: lembre-se que, independente de qual for o problema, você está preparado para lutar. Basta perder o medo, compreender a situação e aceitar quem você é. Porque a vida é bela. Mas é ágil. Essa montanha-russa sobe e desce. Não se prenda nos momentos em que ela desceu, fique de olhos abertos para curtir enquanto ela sobe e grite na aventura que é quando ela cai.
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