sábado, 25 de outubro de 2014

Querida amiga

Sei o que é ter um coração partido. Sei como é sentir-se uma droga, e ver o mundo desmoronando em cima de você. Sei que a dor é indescritível, queima a alma, e há realmente uma guerra dentro de seu corpo. Mas eu sei, também, que um dia tudo isso passa. Lembre-se, você perdeu um amor, mas não deixe que isso a faça perder a si mesma.
Todos cometemos erros. O problema é se apegar a eles, e não seguir em frente. Não permita que isso aconteça, por favor. E quando falo em erros, estou citando aquilo que você pensa que foi um erro, porque o afastou mais... Os momentos em que o "stalker", o ciúmes e a preocupação foram mais fortes, em que perguntou aos outros por ele, em que bebeu e deixou a vontade de ligar vencer. Não se culpe. Lembre-se: culpa, ódio, raiva, só vão te machucar. Não existem culpados, nem vilões, só existe a vida, e o ciclo que ela segue. Há os momentos em pé, e há aqueles em que tropeçamos e vamos ao chão.
Reconheço que esta carta possa não funcionar. Afinal, só lemos/entendemos/ouvimos o que queremos, não é mesmo? E talvez, agora, você não queira esquecer. Não esteja pronta, nem segura o suficiente. Mas, acredite, chegará um dia em que você encontrará um espelho, e dirá "o que estou fazendo?"; falo daquele espelho da alma, que consegue ler o que há em seu coração. E, quem sabe, neste dia, você crie coragem e diga em voz alta "é hora de seguir em frente." 
Minha mãe costuma dizer "se é seu, voltará". Mas, por favor, não deixe que a nutrição dessa esperança a cegue. Dizer adeus, dói. Mas machucar a si mesma, com uma ilusão, deixa cicatrizes permanentes.
Por enquanto, peço apenas que prometa que vai parar de mentir pra si mesma. Que encontrará dentro de si, o que muitos sabem que existe: um ser humano incrível, que pode se amar, que merece ser feliz, que consegue ser.

Um beijo em seu coração,
da sua amiga Luiza.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Momentos

"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos."


Somos feitos de momentos, de memórias. Carne e osso nos mantém em pé, mas não vivos. Precisamos sentir, como se fosse a prova de que existimos. Buscamos muitas coisas. felicidade, amor, realização. Achamos que está tudo no topo da montanha, e mantemos o foco, esquecendo da trilha. Uma trilha construída de momentos. Bons, ruins, surpreendentes, inesquecíveis. Com um pedaço de cada pessoa que tocou nossas vidas. Pequenos fragmentos.
Já vivi muita coisa, já observei tantas outras, mas até certa noite, eu nunca havia parado para respirar um momento. Olhando aquelas pessoas construindo suas histórias, demonstrando sorrisos sinceros, jogando as mãos pro alto e abraçando a diversão, eu compreendi. Porque estamos aqui, porque ganhamos a vida de presente. Existe algo além de cada gesto, uma resposta, um sentimento, uma expressão. É a beleza deste mundo. Compartilhar.
Dizem que o dia mais feliz de sua vida virá quando você menos esperar. Não sei se aquele foi o dia mais feliz de minha vida, mas chegou perto. A observação, a paixão pelo que eu via, brotou de forma inesperada, fora contagiada por tanta alegria. Eu não costumava respirar os momentos, quem dirá o dos outros, mas naquela noite, com aquelas pessoas, pude sentir. Amei, elas, o momento. E amar um momento me mostrou que eu sei ser feliz.
Desejei que aquele sentimento permanecesse ali, pra sempre. E de fato, permanecerá. Naquele dia, eu conclui que os momentos não são apenas instantes, são o que nos tornam eternos

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

A vida muda de um dia pro outro, a gente não.

Sempre tive medo de recomeçar e seguir em frente. Medo, não me perguntem de quê. Provavelmente, do julgamento, dos possíveis erros ou da longa e árdua caminhada. Sim, quem diria, estou expondo uma grande fraqueza, a qual nego na maioria das vezes e luto contra. Mas faço isso por crer que já superei.
É mais fácil falar dos problemas que tivemos, está lá, no passado, não tem poder... Ou tem. Se você for como eu, uma pessoa nostálgica que se apega aos detalhes, pois bem, é uma situação complicada. Muitas vezes permito que as mágoas e dores do passado afetem quem sou hoje. Sei que me tornaram alguém melhor, mas não há necessidade de carregá-las na bolsa, uma hora pode ficar sem espaço.
Demorou algum tempo para que eu conseguisse lidar com isso. Não mudamos de um dia pro outro. A vida sim, a gente não. Mas afirmo: a subida, mesmo perigosa, é linda. E enquanto você sobe, você muda, e enquanto você muda, o mundo muda. Rápido, sem tempo pra pensar.
Ainda não sei como é estar no topo e até o temo. Creio que não é lá que encontrarei a felicidade. Ela está onde está, não precisa ser encontrada, apenas abraçada. Todos passamos por dificuldades e sentimos dor. Alguns mais do que outros. Mas após viver no buraco negro, posso lhes afirmar: lembre-se que, independente de qual for o problema, você está preparado para lutar. Basta perder o medo, compreender a situação e aceitar quem você é. Porque a vida é bela. Mas é ágil. Essa montanha-russa sobe e desce. Não se prenda nos momentos em que ela desceu, fique de olhos abertos para curtir enquanto ela sobe e grite na aventura que é quando ela cai.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

De-la-mi-ran-do

Delamirando: vem de Delamira. Delamira? Uma piada que fizeram com meu sobrenome, e enfim, tornou-se apelido. Agradeço às minhas queridas amigas, por terem me dado esta palavrinha de presente, que agora, é o nome deste blog, desta nova fase.

...

Quem me acompanha, conhece o blog Além do Coração, no qual conto segredos profundos e abraço minha alma. Foram 5 anos de muitas lágrimas, muitos amores, muitas perguntas sem respostas... Pois é, foram. Tomei uma decisão, uma decisão que vinha me incomodando há um tempo, mas será para o bem. Todo o livro tem um fim. E como eu sempre digo, minha vida não é feita de capítulos, mas de diferentes histórias. Gosto disso, ser uma “caçadora” de sonhos. 

Criei o Além do Coração quando eu tinha 13 anos, hoje, tenho 18. Foram 5 anos. 5 anos de muito autoconhecimento, de muito desespero, e de muitas tentativas de mudança. Foi a minha adolescência inteira (por lei – riso irônico). E, de acordo com a mesma lei, há 8 meses sou adulta. Ou seja, hora de fechar um livro, e abrir outro. 

Em 2012, eu tentei largar o blog, tentei recomeçar, mas não deu certo. Foi muito desespero, pra pouca experiência. Dessa vez, estou segura, estou pronta. Trabalhei nisso por anos (estou falando de mim mesma), e chegou a hora de dar o próximo passo. Só faltava isso, a minha vontade de querer seguir em frente, de deixar de ter medo do que estar por vir. Aprendi a aceitar a vida, e tentar sobreviver nela, infelizmente – mas também, muito felizmente. Estou orgulhosa de quem me tornei, e espero que todos consigam sentir o que estou sentindo. É libertador, é esperançoso. E sei, que será o que me dará forças para continuar. 

...

Mas, deixa eu falar um pouco desse tal de Delamirando. Será parecido com o blog antigo, mas nem tanto. Quero Delamirar um pouco mais, quero compartilhar paixões e alegrias, não só os momentos sombrios em que preciso de conforto. Irei seguir fazendo o que eu mais amo, que é ajudar a quem me procura; mas agora, estou pronta para ajudar a mim mesma, também. E compartilhar alguns momentos da minha história, a real, sem o duplo sentido, sem a frescura de temer o julgamento. Estou abraçando o mundo, sem medo que ele não me abrace de volta. 

Ah, amigas que gostam de ler minhas palavras soltas, não se preocupem, escreverei aqui, também. Mas, assim espero, de uma maneira diferente. Uma maneira mais viva, com sede de evoluir, que, agora sim, está pronta para permitir que a felicidade entre. Está pronta para ensinar – e viver – o que é Delamirar.